quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Continuidade da Tragédia Grega e Crise na Europa


Menos de uma semana após a aprovação de uma moratória parcial ordenada para a Grécia (com redução "voluntária" em 50% do valor de títulos detidos em mãos privadas), o primeiro ministro George Papandreu anunciou a convocatória de um plebiscito sobre o pacote. A pressão de vinda da UE, em particular de seus líderes, bloqueou liberação de ajudas, adiantou a data do plebiscito para dezembro, e força centrar o objeto do referendo em algo mais profundo - a continuidade do país heleno no Euro, e, por consequência, na União Europeia. 
Os cenários possíveis (como em El Mundo, 02/11/11) são, além da demissão de Papandreu e retirada da convocatória, sombrios. Se o povo grego opta por sair da União, ganha autonomia monetária, mas perde mercado, fundos europeus e uma dívida externa em moeda diferente da sua. O balanço depende das consequências e alcance da moratória. Se escolher manter-se no euro, Grécia garante a manutenção por alguns anos em políticas de ajuste cujo impacto directo é nas condições sociais do povo.
Os impactos para a Europa são díspares em cada caso. No primeiro, a onda de choque (WSJ, 02/11/11) que chegaria ao resto dos países endividados poderia significar no limite o início da desintegração da região. A crise bancária certa, de qualquer forma, abalaria o sistema bancário europeu e mundial, contribuindo para o alargamento da crise.
A verdade é que, mesmo sem qualquer desses cenários ainda concretizados, está próxima uma nova recessão na Europa (Valor Econômico, 01/11/11).  Diante de tantos riscos concretos e potenciais, o Banco Central Europeu acabou de baixar as taxas de juros de forma surpreendente, pois estavam desde julho inalteradas,em 0,25% a taxa fixa, para 1,25% (ECB, 02/11/11).
Do ponto de vista brasileiro, as exportações já começaram a arrefecer, e a atratividade a capitais especulativos volta a aumentar, pelo menos até a próxima reunião do COPOM. Em breve parece que a política econômica de Dilma Rousseff será posta à prova. Veremos se o descolamento brasileiro é tão grande quanto pressuposto, e se reduzir demanda agregada (com ajuste fiscal) para atuar com redução da taxa de juros (pelo Banco Central) será um mecanismo eficaz para combater a crise.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Apple - Será o começo de um novo Fim?

Depois de quase salvar sua empresa da ruína e fazê-la ser a maior companhia do mundo, maior em valor de mercado que os 32 melhores bancos da Europa juntos, Steve Jobs deixou de ser CEO da Apple por problemas de Saúde.


Tim Cook é seu substituto. Há anos gerenciando a maior parte da companhia, fez o sucesso no backstage da gestão de custos da empresa, retirando-a da manufatura e estabelecendo redes de contratos com fabricantes. Há anos, inclusive, já era volta e meia indicado como sucessor natural de Jobs.

A transição pareceu ocorrer sem grandes problemas para o valor de mercado da Apple. Ainda assim, fica a pergunta: debaixo das águas tranquilas não vai começar o mar a ficar revolto?

A Apple puxou ao limite de duas fontes de lucro, desde a retomada ao sucesso com a volta de Jobs:
  • Cobrar sobrepreço por meio de uma estratégia de design e marketing - baseada em boa dose no guru "Steve Jobs"
  • Cortar custos - algo mérito do próprio Cook.
O que era uma dupla mágica perdeu não só o a cabeça da estratégia de marketing, mas a mesma que fazia as deciões estratégicas.

Por outro lado, as ações da companhia estão em um pico, e aumento de lucros por mais cortes de custos não parece uma estratégia tão implementável na Apple de hoje.

A intuição diz: para a sorte dos detentores de mac-ações, ou i-assets, o mercado está em meio a uma crise e turbulência.

Mas, se num futuro próximo, não conseguirem nenhum outro guru tão magnético quanto Jobs, para fazer os outros crerem que o seguinte produto é maravilhoso, pode haver uma reviravolta... O catch-up já foi feito, e agora é a Apple quem começa a imitar a concorrentes.

Ou há algo, alguém que vá impedir o ocorrido após a primeira saída de Jobs?


sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Europa al borde de la recesión, España sigue destrucción de Empleo

El dato de crecimiento para la Union Europea del según trimestre, según Eurostat, ha bajado a 0,2%.


La economía española, a su turno, presenta una tasa anualizada de 0,7% al año lo que según la gaceta, mantiene la economía en plena destrucción de empleo, con aproximadamente 170.000 empleos a tiempo completo destruidos en lo que va del año.

Por otro lado, España también es el país de la Unión Europea que más ha perdido trabajadores autónomos desde el inicio de la crisis en 2007.

domingo, 10 de abril de 2011

El porvenir de la crisis - Parte I





Hace poco más de un año vimos como el FMI ha hecho una previsión bastante optimista de la recuperación mundial.

Ese optimismo parece una rancidez de los tiempos pré-crisis, algo compartido por gran parte de las instituciones internacionales, como el Banco Mundial y el Instituto Internacional de Energía.


Este, repetidamente hasta su penúltimo informe anual, o "World Energy Outlook", desconsideraba completamente la idea mismo del "peak oil", o pico de producción de petróleo. Y de pronto, en el WEO-2010, nos encontramos que no apenas existe, como el pico de producción de petróleo convencional ya ha pasado:


"Crude oil output reaches an undulating plateau of around 68-69 mb/d by 2020, but never regains its all-time peak of 70 mb/d reached in 2006, while production of natural gas liquids (NGL) and unconventional oil grows quickly." -- WEO 2010 - Executive Summary

En él vemos el siguiente gráfico:


Noten la parte azul clara, con el nombre: "campos todavía por descubrir". Justamente impiden que caiga la producción. Apenas hay que afirmar que el tiempo entre descubrimiento y desarrollo de un campo varía de 7 a 10 años, para ver que parece poco viable dicha evolución. Además, se debe añadir que el ritmo de descubrimientos histórico y esperado no es compatible tampoco con dicho volumen tan grande.


Si retiramos el grueso de esa dudosa camada del gráfico, el resultado es similar a esto:



Digamos que es bastante difícil que el pico de producción total de petróleo sea posterior a 2014.


Las estimaciones de crecimiento de demanda son de algo entre 2 y 3% al año. De aqui hasta 2014, es poco probable que la producción crezca a más que 1,5% al año. ¿Ahora tiene sentido la suba insistente del precio del crudo?


Las alarmas son silenciosas, pero el FMI las corrobora en su WEO 2011 de abril (World Economic Outlook, semestral). Continúa en la parte 2.