Gastos reais per capita da União - Funções Selecionadas:
As séries com pontos são: Encargos Especiais (60-70% dos quais são encargos financeiros), Previdência e Trabalho - despesas com variação autônoma, e Assistência Social (Principalmente Bolsa Família).
*Dados de 2012 até julho, anualizados para comparação.
Reflexões econômicas
Reflexões sobre economia e política no mundo atual
quarta-feira, 26 de setembro de 2012
quarta-feira, 23 de maio de 2012
Acumulação, Inflação e Política Econômica - Brasil 2011
Uma interessante análise referente ao baixo crescimento da economia foi feita recentemente pela equipe técnica da Revista Economia e Tecnologia (RET) em sua publicação Análise Mensal de março deste ano (aqui).
Em seu artigo, os autores abordam o baixo crescimento como consequência das políticas econômicas de combate a inflação. A análise é enfática, como pode ser visto abaixo nesta passagem retirada do texto:
"o baixo crescimento de 2011 é resultado do arsenal de política macroeconômica antiinflação em seu todo, e com consequências graves para o crescimento. Taxas de juros elevadas, restrição fiscal e cambio valorizado pró importação derrubaram a taxa de crescimento para 2,7%."
Na segunda parte da publicação, relacionada à anterior, o enfoque é na inflação atual, em suas causas e consequências. Nele, esboça-se um conceito de "inflação estrutural" distinto às indexações da economia, referente às "mudanças distributivas" na sociedade brasileira. A frase conclusiva da análise mostra uma visão peculiar do papel da inflação vigente no Brasil.
“Esta é uma inflação maligna(sic), que não assusta. Combatê-la seria privar uma parcela da sociedade do acesso à um nível maior de bem-estar.”A seguir procura-se analisar alguns pontos da argumentação promovida pela RET, de forma aprofundar o debate acerca dos temas abordados.
A fundo
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
Desigualdade e Pobreza Mundial - conjuntura
Um debate sobre o qual pouco se vê na mídia nos últimos tempos é sobre a pobreza e desigualdade no mundo. Depois de iniciativas internacionais quase retóricas como os objetivos do milênio, além de outros programas de erradicação da pobreza, parece mais claro que os poucos e parciais avanços neste tema se devem muito mais ao dinamismo de China e Índia, com políticas intervencionistas em maior ou menor grau, do que em compromissos e programas mundiais.
Uma das últimas polêmicas nesta área foram as revisões de estimativas do Banco Mundial em agosto de 2008 de que a pobreza extrema, estagnada até então em termos absolutos segundo seus dados anteriores por mais de uma década em 1 bilhão de pessoas, eram, na verdade 1,4 bilhões de seres humanos vivendo com menos de 1 dólar ao dia.
Não bastasse essa "leve revisão" de 40% nas estimativas recentes, os dados não levam em conta apropriadamente as mudanças na última década de variação dos preços relativos de alimentos e combustível.(Alainet, 2008).
Além de marcar a continuidade do desastre humanitário global, a avaliação sobre a evolução da pobreza parece importante para analisar a conjuntura atual, bem como para antecipar-se aos resultados da continuidade neoliberal para a população e poder elaborar estratégias acorde a esse cenários.
Novos indicadores
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
Gasto Militar no Mundo
Algumas estatísticas interessantes relacionadas ao debate sobre imperialismo.
Em termos absolutos de gastos militares no mundo, apenas Estados Unidos gasta 43% do total, e junto com Reino Unido (3,7%) e França (3,6%), representam mais da metade do gasto mundial**. Este estima-se próximo a US$ 2 trilhões para 2011. Quase um PIB do Brasil (6a economia do mundo) inteiro.
Em termos proporcionais ao PIB, 3 dos 6 países que mais gastam no mundo são: Arábia Saudita (10,4%- primeiro), Israel (6,5% - segundo), Estados Unidos (4,9% - sexto). *
Em particular, Estados Unidos gasta pouco menos que para educação em proporção do PIB (5,5%)***
Em termos fiscais, em 2010, segundo especialista que assessora o Congresso dos EUA, a figura é esta:
Em termos absolutos de gastos militares no mundo, apenas Estados Unidos gasta 43% do total, e junto com Reino Unido (3,7%) e França (3,6%), representam mais da metade do gasto mundial**. Este estima-se próximo a US$ 2 trilhões para 2011. Quase um PIB do Brasil (6a economia do mundo) inteiro.
Em termos proporcionais ao PIB, 3 dos 6 países que mais gastam no mundo são: Arábia Saudita (10,4%- primeiro), Israel (6,5% - segundo), Estados Unidos (4,9% - sexto). *
Em particular, Estados Unidos gasta pouco menos que para educação em proporção do PIB (5,5%)***
Em termos fiscais, em 2010, segundo especialista que assessora o Congresso dos EUA, a figura é esta:
quinta-feira, 3 de novembro de 2011
Continuidade da Tragédia Grega e Crise na Europa
Menos de uma semana após a aprovação de uma moratória parcial ordenada para a Grécia (com redução "voluntária" em 50% do valor de títulos detidos em mãos privadas), o primeiro ministro George Papandreu anunciou a convocatória de um plebiscito sobre o pacote. A pressão de vinda da UE, em particular de seus líderes, bloqueou liberação de ajudas, adiantou a data do plebiscito para dezembro, e força centrar o objeto do referendo em algo mais profundo - a continuidade do país heleno no Euro, e, por consequência, na União Europeia.
Os cenários possíveis (como em El Mundo, 02/11/11) são, além da demissão de Papandreu e retirada da convocatória, sombrios. Se o povo grego opta por sair da União, ganha autonomia monetária, mas perde mercado, fundos europeus e uma dívida externa em moeda diferente da sua. O balanço depende das consequências e alcance da moratória. Se escolher manter-se no euro, Grécia garante a manutenção por alguns anos em políticas de ajuste cujo impacto directo é nas condições sociais do povo.
Os impactos para a Europa são díspares em cada caso. No primeiro, a onda de choque (WSJ, 02/11/11) que chegaria ao resto dos países endividados poderia significar no limite o início da desintegração da região. A crise bancária certa, de qualquer forma, abalaria o sistema bancário europeu e mundial, contribuindo para o alargamento da crise.
A verdade é que, mesmo sem qualquer desses cenários ainda concretizados, está próxima uma nova recessão na Europa (Valor Econômico, 01/11/11). Diante de tantos riscos concretos e potenciais, o Banco Central Europeu acabou de baixar as taxas de juros de forma surpreendente, pois estavam desde julho inalteradas,em 0,25% a taxa fixa, para 1,25% (ECB, 02/11/11).
Do ponto de vista brasileiro, as exportações já começaram a arrefecer, e a atratividade a capitais especulativos volta a aumentar, pelo menos até a próxima reunião do COPOM. Em breve parece que a política econômica de Dilma Rousseff será posta à prova. Veremos se o descolamento brasileiro é tão grande quanto pressuposto, e se reduzir demanda agregada (com ajuste fiscal) para atuar com redução da taxa de juros (pelo Banco Central) será um mecanismo eficaz para combater a crise.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Apple - Será o começo de um novo Fim?
Depois de quase salvar sua empresa da ruína e fazê-la ser a maior companhia do mundo, maior em valor de mercado que os 32 melhores bancos da Europa juntos, Steve Jobs deixou de ser CEO da Apple por problemas de Saúde.
Tim Cook é seu substituto. Há anos gerenciando a maior parte da companhia, fez o sucesso no backstage da gestão de custos da empresa, retirando-a da manufatura e estabelecendo redes de contratos com fabricantes. Há anos, inclusive, já era volta e meia indicado como sucessor natural de Jobs.
A transição pareceu ocorrer sem grandes problemas para o valor de mercado da Apple. Ainda assim, fica a pergunta: debaixo das águas tranquilas não vai começar o mar a ficar revolto?
A Apple puxou ao limite de duas fontes de lucro, desde a retomada ao sucesso com a volta de Jobs:
Por outro lado, as ações da companhia estão em um pico, e aumento de lucros por mais cortes de custos não parece uma estratégia tão implementável na Apple de hoje.
A intuição diz: para a sorte dos detentores de mac-ações, ou i-assets, o mercado está em meio a uma crise e turbulência.
Mas, se num futuro próximo, não conseguirem nenhum outro guru tão magnético quanto Jobs, para fazer os outros crerem que o seguinte produto é maravilhoso, pode haver uma reviravolta... O catch-up já foi feito, e agora é a Apple quem começa a imitar a concorrentes.
Ou há algo, alguém que vá impedir o ocorrido após a primeira saída de Jobs?
Tim Cook é seu substituto. Há anos gerenciando a maior parte da companhia, fez o sucesso no backstage da gestão de custos da empresa, retirando-a da manufatura e estabelecendo redes de contratos com fabricantes. Há anos, inclusive, já era volta e meia indicado como sucessor natural de Jobs.
A transição pareceu ocorrer sem grandes problemas para o valor de mercado da Apple. Ainda assim, fica a pergunta: debaixo das águas tranquilas não vai começar o mar a ficar revolto?
A Apple puxou ao limite de duas fontes de lucro, desde a retomada ao sucesso com a volta de Jobs:
- Cobrar sobrepreço por meio de uma estratégia de design e marketing - baseada em boa dose no guru "Steve Jobs"
- Cortar custos - algo mérito do próprio Cook.
Por outro lado, as ações da companhia estão em um pico, e aumento de lucros por mais cortes de custos não parece uma estratégia tão implementável na Apple de hoje.
A intuição diz: para a sorte dos detentores de mac-ações, ou i-assets, o mercado está em meio a uma crise e turbulência.
Mas, se num futuro próximo, não conseguirem nenhum outro guru tão magnético quanto Jobs, para fazer os outros crerem que o seguinte produto é maravilhoso, pode haver uma reviravolta... O catch-up já foi feito, e agora é a Apple quem começa a imitar a concorrentes.
Ou há algo, alguém que vá impedir o ocorrido após a primeira saída de Jobs?
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Europa al borde de la recesión, España sigue destrucción de Empleo
El dato de crecimiento para la Union Europea del según trimestre, según Eurostat, ha bajado a 0,2%.
La economía española, a su turno, presenta una tasa anualizada de 0,7% al año lo que según la gaceta, mantiene la economía en plena destrucción de empleo, con aproximadamente 170.000 empleos a tiempo completo destruidos en lo que va del año.
Por otro lado, España también es el país de la Unión Europea que más ha perdido trabajadores autónomos desde el inicio de la crisis en 2007.
La economía española, a su turno, presenta una tasa anualizada de 0,7% al año lo que según la gaceta, mantiene la economía en plena destrucción de empleo, con aproximadamente 170.000 empleos a tiempo completo destruidos en lo que va del año.
Por otro lado, España también es el país de la Unión Europea que más ha perdido trabajadores autónomos desde el inicio de la crisis en 2007.
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