Tim Cook é seu substituto. Há anos gerenciando a maior parte da companhia, fez o sucesso no backstage da gestão de custos da empresa, retirando-a da manufatura e estabelecendo redes de contratos com fabricantes. Há anos, inclusive, já era volta e meia indicado como sucessor natural de Jobs.
A transição pareceu ocorrer sem grandes problemas para o valor de mercado da Apple. Ainda assim, fica a pergunta: debaixo das águas tranquilas não vai começar o mar a ficar revolto?
A Apple puxou ao limite de duas fontes de lucro, desde a retomada ao sucesso com a volta de Jobs:
- Cobrar sobrepreço por meio de uma estratégia de design e marketing - baseada em boa dose no guru "Steve Jobs"
- Cortar custos - algo mérito do próprio Cook.
Por outro lado, as ações da companhia estão em um pico, e aumento de lucros por mais cortes de custos não parece uma estratégia tão implementável na Apple de hoje.
A intuição diz: para a sorte dos detentores de mac-ações, ou i-assets, o mercado está em meio a uma crise e turbulência.
Mas, se num futuro próximo, não conseguirem nenhum outro guru tão magnético quanto Jobs, para fazer os outros crerem que o seguinte produto é maravilhoso, pode haver uma reviravolta... O catch-up já foi feito, e agora é a Apple quem começa a imitar a concorrentes.
Ou há algo, alguém que vá impedir o ocorrido após a primeira saída de Jobs?