Um debate sobre o qual pouco se vê na mídia nos últimos tempos é sobre a pobreza e desigualdade no mundo. Depois de iniciativas internacionais quase retóricas como os objetivos do milênio, além de outros programas de erradicação da pobreza, parece mais claro que os poucos e parciais avanços neste tema se devem muito mais ao dinamismo de China e Índia, com políticas intervencionistas em maior ou menor grau, do que em compromissos e programas mundiais.
Uma das últimas polêmicas nesta área foram as revisões de estimativas do Banco Mundial em agosto de 2008 de que a pobreza extrema, estagnada até então em termos absolutos segundo seus dados anteriores por mais de uma década em 1 bilhão de pessoas, eram, na verdade 1,4 bilhões de seres humanos vivendo com menos de 1 dólar ao dia.
Não bastasse essa "leve revisão" de 40% nas estimativas recentes, os dados não levam em conta apropriadamente as mudanças na última década de variação dos preços relativos de alimentos e combustível.(Alainet, 2008).
Além de marcar a continuidade do desastre humanitário global, a avaliação sobre a evolução da pobreza parece importante para analisar a conjuntura atual, bem como para antecipar-se aos resultados da continuidade neoliberal para a população e poder elaborar estratégias acorde a esse cenários.
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