Uma interessante análise referente ao baixo crescimento da economia foi feita recentemente pela equipe técnica da Revista Economia e Tecnologia (RET) em sua publicação Análise Mensal de março deste ano (aqui).
Em seu artigo, os autores abordam o baixo crescimento como consequência das políticas econômicas de combate a inflação. A análise é enfática, como pode ser visto abaixo nesta passagem retirada do texto:
"o baixo crescimento de 2011 é resultado do arsenal de política macroeconômica antiinflação em seu todo, e com consequências graves para o crescimento. Taxas de juros elevadas, restrição fiscal e cambio valorizado pró importação derrubaram a taxa de crescimento para 2,7%."
Na segunda parte da publicação, relacionada à anterior, o enfoque é na inflação atual, em suas causas e consequências. Nele, esboça-se um conceito de "inflação estrutural" distinto às indexações da economia, referente às "mudanças distributivas" na sociedade brasileira. A frase conclusiva da análise mostra uma visão peculiar do papel da inflação vigente no Brasil.
“Esta é uma inflação maligna(sic), que não assusta. Combatê-la seria privar uma parcela da sociedade do acesso à um nível maior de bem-estar.”A seguir procura-se analisar alguns pontos da argumentação promovida pela RET, de forma aprofundar o debate acerca dos temas abordados.
A fundo